Fazendo as Malas!

Malas, malas e mais malas.
Você NÃO precisa levar a casa inteira!

Chegaram as férias! Pra muita gente, é tempo de viajar para rever a família, conhecer novos lugares ou revisitar as cidades favoritas. Bom demais, não?

Junto com os preparativos para as viagens, surge a grande dúvida: o que levar na mala??

Não é que eu adore fazer malas, mas a verdade é que não tenho grandes problemas com isso. Deixo pra última hora, sim, mas não sofro – em menos de uma hora, está feita. Viajo com o mínimo possível porque adoro espaço sobrando pra poder fazer comprinhas sem me preocupar com a facada que é a tarifa por excesso de bagagem. Se a viagem é só de uma semana e não pretendo fazer compras, uma mala de bordo resolve perfeitamente.

Viajar com pouca coisa torna o passeio mais tranquilo. Você não se sofre tanto com possíveis extravios no aeroporto ou furtos no hotel e não perde muito tempo na indecisão do que usar antes de cada saída. Além disso, levar pouca bagagem também é econômico. No exterior, várias empresas aéreas locais limitam o peso da bagagem em menos que os nossos vinte e três quilos (e você paga caro por cada quilo extra), além de limitarem o número de malas, cobrando a mais por cada volume adicional. Aqui no Brasil, já tem companhia aderindo à prática.

Ter uma listinha do que levar facilita muito a vida. Você pode criar uma lista geral válida para qualquer viagem e adequá-la segundo o destino – frio ou quente, montanha ou praia. Quer um ponto de partida? Compartilho minha lista. Use-a como base para a sua própria!

Roupas e Calçados

  • uma “parte de cima” (top, blusinha, camisa, camiseta) para cada dia de viagem
  • uma “parte debaixo” (calça, bermuda, short, saia) para cada três dias de viagem
  • um vestido para o dia
  • um vestido para a noite (que sirva para um jantar ou uma balada)
  • um par de calçados megaconfortável e que combine com tudo (sim, pode ser o tênis de sempre, após uma boa lavagem!)
  • se for mesmo necessário, outro par para as saídas noturnas
  • um par de chinelos
  • uma roupa de dormir (camisola, pijaminha, camiseta)
  • uma calcinha para cada dia de viagem
  • dois sutiãs (você usa um enquanto lava e coloca pra secar o outro)
  • um par de meias para cada dois dias de viagem
  • uma meia-calça pra incrementar o visual para a noite
  • três ou quatro acessórios (contando cintos, echarpes, lenços etc.) que combinem com quase tudo
  • Se você for para a praia, não se esqueça de levar dois biquínis ou maiôs e duas saídas de banho para não precisar usar roupa molhada no dia seguinte. Uma sacola de praia também ajuda.
  • Se for para um lugar frio, um pijama quente, cachecol e luvas são imprescindíveis.

Nécessaire

  • versões mini de xampu e condicionador (tenho potinhos para enchê-los em viagens com o que eu preferir
  • sabonetinhos em barra (sabonete líquido é ótimo, mas aumenta a tralha por causa da bucha)
  • escova de cabelo
  • escova de dentes de viagem (menor e com capinha protetora)
  • pasta de dentes
  • maquiagem básica e que não seja à prova d’água, para não precisar de demaquilante específico
  • protetor solar
  • hidratante

Eletrônicos

Os meus viajam comigo, na bolsa, juntos com os respectivos carregadores. Os eletrônicos são a parte mais cara da minha bagagem e a que seria mais difícil repor numa eventual perda, não só pelo custo mas, principalmente, pelas informações (fotos, números de telefone, roteiros de viagem) que carregam.

Dicas

  • leve roupa para uma semana, mesmo que a viagem seja mais longa – você sempre pode recorrer a uma lavandeira ou à máquina de lavar de um amigo e, assim, evita carregar tanto peso e ter de compra uma mala extra para as compras de viagem
  • sempre prefira viajar com uma mala média – a grande é desajeitada e levantá-la da esteira não é bolinho; se tiver tanta coisa assim pra levar (ou se tiver mesmo de comprar uma mala extra na volta), opte por uma média e uma pequena de bordo
  • a não ser que você vá para um lugar sem estrutura alguma, não carregue a casa nas costas – você pode comprar mais xampu se o que levou acabar durante a viagem, ou uma blusinha para um caso de emergência fashion
  • não leve seu vidro preferido de perfume e que ainda está cheio – transfira um pouco para uma embalagem própria, ou leve um perfume que não seja “de estimação”, para não ficar arrasada se o vidro quebrar
  • você pode sobreviver sem o seu arsenal de maquiagem e cabelo; simplifique!
  • feche com fita crepe (fita adesiva) todos os frascos para evitar melecas na necessaire; leve a fita na mala para fazer o mesmo na volta
  • leve um saco plástico para trazer a roupa suja
  • um lanchinho que não ocupe espaço (barra de ceral, chocolate, frutas secas) vai bem na bolsa e pode ser providencial em esperas no aeroporto ou nas madrugadas no hotel
  • antes de fazer as malas, confira a meteorologia para não ter qualquer imprevisto
  • se você organizar bem a mala, cabe mais coisa; olhe o que essa comissária de vôo consegue levar numa mala de bordo: roupa para dez dias!

Lembre-se: viaja mais feliz quem leva com pouca bagagem. 😉

Boas férias!

Imagem: lindajd.

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Organizando sacos plásticos

Aceito bem poucos sacos plásticos pela rua. Geralmente, uso sacolas de pano retornáveis (as tais ecobags) por serem mais práticas, mais resistentes e melhores para o meio ambiente.

Só que nem sempre dá pra escapar das sacolinhas plásticas (ou sacolonas – por exemplo, aquela da loja de roupas de cama) e aí o melhor a fazer é guardá-las em casa até ter uma chance de reaproveitá-las. Nesse caso, como evitar a bagunça? Você pode ter um puxa-saco, mas precisa pendurá-lo em algum lugar. Pode deixar todas as sacolas dentro de uma embalagem maior, mas quando precisar de uma pegará outras quatro sem querer.

Sacos plásticos dobrados.
Muito prático!

Ou pode dobrá-los com capricho, para que ocupem pouco espaço e estejam sempre a mão. 😉

Ensino sempre que posso um jeitinho prático de dobrar sacos, mas nunca tive a devida paciência de tirar fotos para explicar o processo a quem está longe. Bem, a autora do blog A Lil Bird told me teve: lá você vê o passo-a-passo para dobrar sacos de plástico e guardá-los sem bagunça para uso futuro (via lifehacker). O texto está em inglês, mas as fotos são autoexplicativas. Só não se esqueça de, na última etapa, embutir a alça do saco dentro da dobra – é isso que o mantém no lugar.

Também achei um vídeo curtinho ensinando a dobrar os sacos.

Fácil, não? Você não tem mais desculpas pra manter aquela maçaroca bagunçada de sacos no fundo da gaveta.

Imagem: C-Monster, cc.

Como simplificar quando você ama suas coisas.

Primeiro, pare; só depois compre.

Estou longe de ser zen. Tenho aprendido na marra a ser mais desapegada graças aos hábitos destrutivos de uma das minhas gatas e, desde o início de 2010, fiz-me a proposta de consumir menos. Qualquer hora dou mais detalhes disso.

No momento, quero compartilhar um artigo do zen habits que realmente tem a ver com minhas tentativas de mudar meus hábitos de compras e que se identifica com o tal “consumo consciente”, em voga nos anos recentes, em oposição ao consumismo que reina desde os anos 90.

O artigo é este: How to simplifly when you love your stuff. Se você entende inglês, siga o link. Se não, leia minha tradução, autorizada de antemão pela política de copyleft do blog.

Nota: o conteúdo do Deusario tem todos os direitos reservados; este artigo, como foi transmitido em copyleft, é uma exceção à regra e pode ser passado adiante – só peço que faça um link para esta tradução e para o texto original.

* * * * *

“Tudo depende de você ter as coisas, ou delas terem você” – Robert A. Cook.

Nota do editor: este artigo é de Barrie Davenport, de Live Bold and Bloom.

Simplicidade. Eis uma antiga e adorável tradição espiritual que tem ganhado popularidade recentemente. Enquanto tentamos sobreviver à nossa economia errática e à ansiedade financeira decorrente, é natural buscar um estilo de vida menos arriscado – parar de gastar, reencontrar o equilíbrio, viver com leveza.

Se você lê regularmente o Zen Habits, provavelmente está interessado na ideia de simplicidade. De fato, provavelmente você já se desfez de diversas coisas materiais e vive uma vida muito simples. Pessoas que adotam esse nível de simplicidade, especialmente na terra do consumismo, são incrivelmente inspiradoras e fascinantes.

Mas sejamos realistas. A despeito de abraçarem o conceito de simplicidade, a maioria das pessoas realmente adora suas coisas e adora adquirir mais coisas. Assim como nossas atitudes acerca de uma dieta saudável, nossos sentimentos acerca de coisas materiais são complicados. Sabemos o que é bom para nós, mas simplesmente não queremos desistir do que gostamos. Nossas coisas fazem-nos sentir bem.

É possível viver uma vida simples e ainda assim amar as coisas? O quanto o desapego material realmente conta quando o assunto é simplificar?

Viver com simplicidade e desapegar-se das coisas materiais fará você sentir-se mais feliz. Há pesquisas reais e montes de histórias que confirmam isso. Mas é possível que algumas coisas materiais possam aumentar nossa felicidade, senso de contentamento e prazer na vida? Se sim, como saber quais coisas são boas e quais são ruins?

Talvez o fator decisivo seja a motivação. As coisas que você tem ou deseja ter sustentam seu ego ou elevam sua alma? Algumas coisas materiais podem dar a você um senso de calor, aconchego, beleza, memórias carinhosas ou conforto. Outras oferecem apenas aquela energia fugaz da compra.

Se você refletir com atenção sobre suas ideias e ações a respeito das coisas materiais, poderá criar um suave equilíbrio entre amar as coisas e viver com simplicidade.

Aqui vão alguns pensamentos que podem ser úteis.

1. Dê uma olhada na sua casa agora.

Vá de um cômodo a outro. Você vê coisas que nunca usa e com as quais não se importa de verdade? Por que não doá-las ou vendê-las? Limpe física e psiquicamente seu espaço removendo as “folhas mortas” ao seu redor. Alguém mais pode realmente precisar dessas coisas.

2. Examine por que você está se apegando a algo.

É uma coisa verdadeiramente útil ou significativa, ou alimenta seu ego de alguma maneira? Você a mantém só para impressionar ou outros, para sentir-se melhor ou mais importante?

3. Observe em que você gasta seu tempo.

Você tem coisas destinadas a hobbies que nunca exerce? Tem uma cozinha cheia de equipamentos, mas raramente cozinha? Se você pensa de verdade que retomará o hobby ou atividade, encaixote as coisas relacionadas e coloque-as fora do caminho até que o faça. Seja realista sobre quanto tempo você tem para usar suas coisas supérfluas.

4. Você tem uma carreira focada em coisas?

Decoradores, negociantes de carros, comerciantes e outras pessoas envolvidas em criar, comprar, vender e divulgar produtos podem ter dificuldades em desapegar-se de coisas materiais porque estão sempre cercadas pelo que há de melhor e mais novo. Há beleza e arte em muitas coisas, mas considere o seguinte: você não precisa possui-las todas para apreciá-las. Eckhart Tolle certa vez sugeriu a Oprah Winfrey que ela não comprasse tudo que gostasse ou quisesse – simplesmente apreciasse aquilo naquele instante, na loja.

5. Valorize experiências em vez de coisas.

Em geral, aquisições de experiência fornecem um prazer muito maior que aquisições materiais. A lembrança das experiências melhora com o tempo, mas aquisições materiais dificilmente podem ser pensadas em termos abstratos. Experiências também encorajam relacionamentos sociais, levando a uma felicidade duradoura. Se você está morrendo de vontade de gastar, gaste numa ótima experiência com alguém de quem goste.

6. Quando pensar nas suas coisas ou quando quiser comprar algo novo, considere estes parâmetros:

  • Isso traz beleza à vida e aquece a alma.
  • Isso contribui para uma paixão ou hobby.
  • Isso ajuda a aproximar família e amigos de uma forma criativa e significativa.
  • Isso educa e esclarece.
  • Isso torna a vida profundamente mais simples para que você possa correr atrás de coisas mais importantes.
  • Isso ajuda alguém que está doente ou incapacitado.
  • Isso é útil e necessário para o dia-a-dia.
  • Isso é parte de uma tradição importante ou é uma recordação de um evento especial.

7. Você saberá que está comprando à toa se:

  • Compra por impulso.
  • Compra para impressionar os outros.
  • Compra porque acha que merece.
  • Compra quando não pode gastar.
  • Compra apenas para substituir algo que ainda funciona ou está bom.
  • Compra porque alguém tem e você quer ter também.
  • Compra porque a propaganda seduziu você.
  • Compra porque está morrendo de tédio.
  • Compra porque comprar acalma você.

É possível equilibrar uma vida mais simples com a aquisição de coisas materiais. Você pode aproveitar as coisas sem viver como um esteta. O ponto de equilíbrio é uma questão de preferência pessoal. Perceba, entretanto, que há um ponto em que acúmulo e materialismo minam o prazer e a satisfação autênticos na vida.

Faça uma limpeza cuidadosa no seu estilo de vida atual e nos seus pertences e analise seriamente suas compras futuras. Examine com atenção suas motivações para manter ou comprar coisas. Uma vez que você permita que as coisas sirvam à sua alma, em vez de deixar-se escravizar por suas coisas, sua vida se desenvolverá segundo uma harmonia inteligente entre o que você tem e quem você é.

Imagem: thadz, creative commons.

Apoio para Leitura

Existem algumas coisas rigorosamente simples e tão úteis que até espantam. Assim é esse apoio para livros da marca Yes que encontrei outro dia:

Apoio para Leitura
Imagem de divulgação do produto.

Embora seja vendido como “apoio para leitura”, seria mais adequado chamá-lo de suporte para digitação (o nome em inglês, aliás, é copy holder, ou suporte para cópia), porque nisto reside sua grande utilidade: manter livros abertos numa posição cômoda, deixando as mãos livres para digitar trechos.

O apoio tem regulagem de altura e comporta livros de vários tamanhos e espessuras. A haste fina e comprida serve para sustentar folhas soltas a uma altura confortável para os olhos. Veja-o em ação e repare como os ganchos inferiores se ajustam para manter o livro aberto:

Apoio para Leitura em ação.
Apoio para leitura em ação.

Nos últimos dias, em que estou compilando anotações de diversas fontes para a minha monografia, esse apoio tem sido meu melhor amigo.

Gostou? Encontrei o meu em uma papelaria, mas, se você não achar por aí, a Saraiva vende por internet.

Série Deusas – A Força da Armadura

Atena, austera e forte.
Atena, austera e forte.

Atena nasceu da cabeça de Zeus, já adulta e armada. Era venerada como deusa da inteligência, da sabedoria, dos ofícios e da estratégia. Deu aos homens a oliveira, inventou a flauta, a cerâmica, as embarcações e outras tantas coisas úteis ou prazerosas. Ensinou-os a contar, caçar, costurar e dançar.

Um de seus vários nomes é Athena Parthenos, ou Virgem Atena. Não tinha interesse em aventuras sexuais e pediu aos deuses olímpicos que jamais permitissem que ela se apaixonasse, pois não queria abandonar seus múltiplos afazeres para cuidar de uma família.

É a típica filha do pai, não só pelo seu nascimento, mas por tudo que sempre escolheu fazer. Embora prendada, não tinha pendor para a vida doméstica. Saía-se bem em assuntos tipicamente masculinos. Não cultivava relacionamentos femininos de qualquer espécie.

A Atena que habita em mim é forte e dominante. É nela que repouso, é ela quem me dá o norte. Ela me protege com escudo e armadura. Em troca da sua fortaleza, quer totalidade. Não deixa espaço para outras deusas. Somente Atena pode ocupar o lugar mais alto do pódio. Só pode haver uma vencedora.

Você poderia pensar “mas que deusa arrogante e autoritária!”. Não é nada disso. Atena simplesmente responde: “Eu sou. Eu basto. Eu dei aos homens abrigo, alimento e óleo. Ensinei-lhes habilidades e não esqueci de lhes conferir o lazer. Eu basto.”

Aceitei esse reinado exclusivista durante anos. Sentia-me confortável nele. Na verdade, todas as vezes em que resolvi enveredar por outros caminhos, o resultado foi desagradável.

Hoje, mais madura e segura, vejo que meu desafio é conciliar Atena com outras deusas arquetípicas. Não que me preocupe em equilibrá-las todas, longe disso. É só que há um tanto de Artêmis que aflora e pede espaço para interagir com outras mulheres, porque o universo feminino é rico, profundo, merecedor de atenção e respeito. Também existe uma parte de Héstia que pede mais cuidados com o interior da casa, da alma.

Na maior parte do tempo, porém, Atena está certa ao dizer que basta para mim.

O grande problema é que ela é uma deusa exigente. E ando em falta há um bom tempo.

Leia também

Imagem: Eddi 07. Creative Commons.

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Veja todos os textos da Série Especial Deusas.

Viva Melhor Com Menos

A Revista Época do fim do ano passado trouxe uma matéria muito interessante. Sob o título Viver bem com pouco, ela afirma:

Foi-se a era de esbanjar e ostentar. A nova ordem global impõe consumir com parcimônia e priorizar a recompensa emocional.

Quanta bugiganga!
Quanta bugiganga!

Em plena crise financeira, não dá mesmo para continuar comprando por impulso. Aliás, a compra por impulso nunca foi um bom negócio.

Ser consumista não deveria ser motivo de orgulho, como se vê com tanta frequência por aí. O consumismo destrói suas finanças e, de quebra, agride o meio-ambiente. Além disso, em alguns casos encobre carências e anseios bem mais profundos (e menos compráveis) que possuir o notebook de última geração ou o celular touch screen. Atuando como válvula de escape e proporcionando gratificação instantânea (que desaparece tão rápido quanto chega), a compra por impulso desvia o foco das suas reais necessidades.

Além do consumismo, outra coisa que nos afasta de uma vida mais leve é o hábito de acumular. Você não usa aquele vestido há anos, mas continua guardando para uma ocasião especial. Nunca mais vai ler Pollyanna, mas nem pensa em doá-lo para uma biblioteca.

Com tudo isso em mente, olhe ao seu redor e veja:

  • Quantas roupas novíssimas estão no cabide, sem nunca terem sido usadas?
  • De que tamanho é a pilha de livros não lidos? E a de livros que nunca mais serão lidos?
  • Quantos dvds você comprou porque precisava deles, e ainda nem retirou o lacre plástico?
  • Qual a data de validade dos seus itens de maquiagem acumulados?

Agora, o que você acha de reeducar seus hábitos de consumo?

Você não precisa abrir mão de cada item, ou resistir a cada desejo. A reportagem da Época menciona o blog de David Bruno, que resolveu viver por um ano com 100 coisas: David Michal Bruno: 100 Things Challenge. Não é preciso chegar a tanto. Também não é necessário mudar-se para uma casa de 6,5 metros quadrados, outra sugestão da matéria. Pequenas mudanças de comportamento já fazem a diferença na conta bancária, na melhoria da qualidade de vida (dando mais valor ao que realmente importa) e no controle do desperdício. Quer ver?

  • Recicle o que você tem em casa – isso inclui reformar roupas encostadas que só precisam de criatividade e/ou de uma boa costureira para ficarem fantásticas.
  • Divirta-se fazendo passeios mais baratos, ou até gratuitos.
  • Faça mais refeições em casa, sozinha ou com amigos.
  • Em vez de acumular, troque livros com conhecidos, ou em sebos (reais ou virtuais). Aliás, troque qualquer item – pra que limitar-se aos livros?
  • Organize bazares para vender o que está encostado, ou use serviços online especializados nisso.
  • Doe mais, junte menos.

Experimente. Uma vida com menos tranqueiras e menos gastos é uma vida mais prática!

Foto: Blip. Creative Commons.

Dicas Online de Decoração

Em busca da estante perfeita.
Em busca da estante perfeita.

A busca pelo armário funcional e pela estante perfeita é o Santo Graal dos habitantes de apartamentos pequenos – que, aliás, parecem encolher a cada novo prédio, impressionantemente.

Vale a pena googlar, navegando, folhear revistas (não necessariamente de decoração) e perguntar por aí para reunir idéias bacanas ou, apenas, por diversão. Aproveite as dicas online a seguir e inspire-se!

Dicas Garimpadas

A maior parte dos sites está em inglês, mas isso não deve ser problema – o que conta mesmo são as figuras. 😉

30 estantes pra lá de criativas (em inglês): nem todas são funcionais e algumas são de tão difícil execução que nem vale a pena tentar, mas quem se importa? São cheias de estilo e divertidas.

Better Homes and Gargens (em inglês): dezenas de idéias para mobiliar e arrumar a casa. Dica da Nospheratt.

Bookshelf (em inglês): um blog todinho dedicado a estantes e prateleiras para livros.

Revistas

Algumas revistas especializadas em decoração mantêm sites que são boas fontes de pesquisa:

Casa Claudia: bastante e variado material online, indo de dicas a simuladores.

Viver Bem: a navegação é chatinha e apenas algumas matérias saem das edições em papel para o site, mas dá pra achar coisas bacanas, como essas dicas para tornar um apartamento de 38 metros quadrados bacana.

Lojas Online

Casa da Prateleira: essa vale para quem começou agora a pensar nos móveis e precisa de idéias iniciais. Os vários modelos ajudam num um quero/não-quero rapidinho.

Evolukit: excelentes idéias por lá, especialmente para quem tem pouco espaço. Os cubos são particularmente apaixonantes.

Mr. Closet: mais um punhado de fotos para inspirar boas idéias.

Tok & Stock: para quem gosta de novidades e coisas fofinhas. Tenho minhas ressalvas quanto à qualidade dos armários, mas adoro os cacarecos – e tenho um sofá muito bom comprado lá. O catálogo enorme pode render boas idéias.

Imagem: jeinny. Royalty free.

Mudança e Gastos

Você vê as caixas, mas está vendo os gastos?
Você vê as caixas, mas está vendo os gastos?

No pain, no gain, diz o ditado: sem dor, não há ganho. É isso mesmo – e o momento em que você decide sair de casa é um desses em que você sofre mirando o benefício futuro (ou nem tão futuro assim – às vezes, é praticamente imediato). O começo do ano é convidativo a essas mudanças radicais – e, acredite, o ganho supera a dor, ainda que leve algum tempo.

O mais difícil pode ser deixar a família, especialmente quando ela (ou você) parte para uma cidade distante. Ou pode ser a triste constatação de que as roupas não são autolimpantes, a casa não fica arrumada automagicamente e a comida não brota espontaneamente no prato.

Todo mundo que encara a dor e a delícia de morar só enfrenta uma coisa em comum: os gastos iniciais. Sim, eles são altos. De repente, você precisa de tudo: desde o abridor de latas até a geladeira, passando pelo butijão de gás e pelos pratos. Você nem sabia que precisava de tantos itens pra viver, não é?

Antes de entrar em pânico e desistir da aventura (lembre-se: no pain, no gain), respire fundo e tenha em mente algumas orientações:

1. Se a mudança não é imprevista, planeje-se e economize o que puder nos meses que a antecedem. Não estou dizendo para morrer de fome, mas certamente você pode adiar a compra daquele vestido ou de mais uma bolsa. Poupe o que for possível para pagar a vista (e conseguir descontos) pelos bens que você precisará em breve.

2. Tenha noção de prioridades: você não precisa trocar sua cama ou comprar uma televisão de 42 polegadas assim que se mudar. Gaste com o essencial: fogão, geladeira, computador (se deixará o da casa para trás e costuma usá-lo bastante). Você é a melhor pessoa para medir suas necessidades, mas lembre-se de que o dinheiro é curto e a lista de desejos terá de esperar.

3. Se vai alugar um imóvel, não caia no conto do totalmente-mobiliado. Você pagará mais caro todos os meses por essa mobília que não é sua e, muitas vezes, não está em bom estado e nem é do seu agrado. Compensa gastar menos no aluguel e, com a diferença, encarar um carnê das Casas Bahia, investindo no que será seu.

4. Uma exceção para a dica acima: armários. Armários embutidos são uma mão na roda. Aproveitam bem o espaço e costumam ser muito mais bonitos e funcionais do que os que você compraria numa loja de móveis. Além disso, é complicado levar os armários que você compra de um apartamento para outro, por questões de espaço – sem contar que eles se desgastam bastante a cada mudança.

5. Prefere mandar lavar a roupa fora em vez de comprar uma máquina? Pense bem, analise os custos de lavar tudo fora, os transtornos de submeter-se aos horários da lavanderia e veja se a economia compensa. Por um curto período de tempo, talvez valha a pena, mas está longe de ser uma solução definitiva. O mesmo vale para quem adia a compra do fogão dizendo que vai comer fora todos os dias.

6. Quer fazer um chá de casa nova pra ganhar as coisinhas de uso diário? Ótimo! Apenas tome cuidado para não gastar mais na festinha do que gastaria comprando os copos, vassouras e vasilhas que irá ganhar. Peça aos convidados que levem comes e bebes (não tenha vergonha, eles sabem como montar uma casa é caro!) e faça a reunião num lugar que não traga custos.

7. Não queira comprar tudo do bom e do melhor logo de cara, a não ser que seu orçamento permita. Não há nada de errado em comprar pratos avulsos para quebrar o galho e deixar o jogo de jantar completo para um momento menos conturbado financeiramente.

Acima de tudo, curta cada preparativo. É uma nova fase que se inicia. Certamente, um mundo de aprendizado se descortina, trazendo com ele o amadurecimento e a tão almejada liberdade. Divirta-se, aproveite cada conquista, celebre com os amigos. Seja feliz!

Imagem: CBIdesign, royalty free.

Sopa Cremosa de Cebola

Aí, você me diz: “sopa de cebola no verão?!”

É, ué. Por que não? Ou você toma sorvete só no verão e chocolate quente só no inverno? 😉

Sopa de pacote, dessas que a gente só precisa pôr água e pronto, é daquelas comidas que quem mora só sempre deve ter no armário (a não ser que você realmente deteste sopa de pacote – eu gosto desde bebê, mas isso já é outra história).

Testada e Aprovada pelas Deusas
Testada e Aprovada pelas Deusas.

Sim, existem algumas comidas-chave que a gente precisa ter. Coisas práticas para aqueles dias em que o cansaço é tanto que a lanchonete da esquina parece estar em outra cidade e você só quer ficar de molho na cama… mas e a fome? São essas comidinhas que salvam a noite.

O Cobra, sabendo disso tudo, presenteou o Deusario com uma receita de sopa creme de cebola que é facílima e, acima de tudo, deliciosa. A base é a tal sopa de pacote. O incremento fica por conta do creme de leite e das cebolas “de verdade” (outras coisas que sempre devemos ter à mão), além de um pouco de manteiga e queijo ralado. Siga o link pra ver os detalhes da receita, com direito a video-aula.

As deusas testaram e aprovaram a receita, Cobra! Obrigada!

(E eu prometo fazer em breve uma listinha com outras comidas práticas que não podemos dispensar.)

Arrumando a Casa – a Galinha do Tempo e Outros Truques

Bagunça na Sala

Quando pedi dicas sobre o que falar no Praticamente, o Rafael sugeriu: “arrumação diária da casa para os sem tempo!”.

Manter as coisas em ordem quando se passa a morar sozinha pode mesmo ser um drama. A bagunça que ficava restrita ao quarto (geralmente da casa dos pais) passa a dominar todos os cômodos do novo lar. Se o espaço for pequeno, pior ainda: qualquer coisinha desarrumada já dá aquela impressão de casa de pernas pro ar.

A situação se agrava se você tem mil coisas para conciliar: cursos, trabalho, compras, saídas com amigos, namoro… ufa! Coisa demais. E a casa vai ficando de lado – até que você se vê diante de um guarda-roupas vazio e percebe que o sofá da sala virou arara de roupas e que o chão está mais lotado que o de loja de sapatos em liquidação de fim de ano.

A menos que tenha grana pra pagar uma empregada, não há escapatória: o serviço é todo seu. O melhor jeito de encará-lo é como parte da rotina diária, como escovar os dentes. Acredite, isso é mais simples do que parece. 😉

Só15 minutinhos

Galinha do Tempo Providencie um cronômetro. Serve uma galinha do tempo de R$1,99, o cronômetro do celular, ou o timer do microondas. Na pior das hipóteses, use o olhômetro.

Olhe à sua volta e faça uma listinha mental de prioridades: é mais importante lavar a louça, arrumar a cama ou limpar os sapatos? Faça suas escolhas.

Ajuste o cronômetro para 15 minutos, ligue e comece a trabalhar.

15 minutos parece pouco tempo, e isso é parte do segredo. Primeiro, porque é um tempo tão curto que você não ficará com pena ou preguiça de gastá-lo com a arrumação, nem com sentimento de culpa do tipo “putz, eu devia estar estudando agora”. Segundo, porque 15 minutos só parece pouco tempo – você descobrirá o tanto que ele rende!

Faça isso ao menos uma vez por dia e verá que a bagunça fica bem mais controlável.

Aproveite as janelas de tempo

Observe seu comportamento diário e encontrará pequenos blocos de tempo mal aproveitados ao longo do dia. Que tal direcioná-los para a arrumação da casa?

No meu caso, por exemplo, as janelas mais óbvias são os intervalos comerciais durante meus seriados favoritos. Em vez de zapear pelos canais ou vegetar diante da tv, aproveito esses 4 ou 5 minutos para executar os serviços mais simples, como arrumar a cama, guardar roupas e secar a louça.

(Aliás, o tempo diante da televisão também pode ser aproveitado para outras atividades, como passar a roupa.)

Outras janelas comuns: o tempo em que você cozinha ou esquenta sua comida; aqueles minutinhos em que você está esperando o namorado chegar para saírem; os cinco minutos que você tem antes de precisar sair para o trabalho; e por aí vai.

Não bagunce se não precisa

Você chega em casa e joga livros para um lado, bolsa para o outro e casaco para o ar? Comece a mudar esse comportamento.

Em regra, quando você chega em casa precisa de apenas 2 minutos pra guardar cada coisa em seu lugar. Controle seu impulso de sair deixando rabo pela casa (como diz minha mãe) e só largue tudo desarrumado quando for absolutamente inevitável. Com isso, as janelas e os 15 minutos cronometrados tornam-se ainda mais produtivos.

Quer mais dicas práticas? Sugira um tema nos comentários ou use o formulário de contato.

Imagens: freizeit (CC 2.0) e vxdigital (royalty free).