100 Dias

Outono

Já se passaram 100 dias desde o Ano Novo.

100 dias.

Parece tanto, e parece tão pouco. Quase um terço do ano, mas o tempo passou voando.

As resoluções há tempo esquecidas, os planos, as intenções. A vida nos levou de roldão, o dia a dia voltou a ser o que era. De mansinho, sem avisar, e a gente nem percebeu.

É fácil demais seguir sempre o script. Acorda, levanta, trabalha, janta, dormir. Fim de semana. Começa tudo de novo.

E lá se foram 100 dias. Um terço do ano, quase. Uma estação inteira e um começo de outra.

A gente já nem lembra, o que era mesmo que eu queria? Cortar o cabelo, experimentar uma receita, dobrar na outra esquina, mudar de trabalho, uma aventura?

No começo do ano sonhamos um eu diferente. Traçamos novas rotas, desenhamos mapas. Que depois juntam poeira, abandonados sobre a mesa, esquecidos debaixo da pilha de contas e menus de delivery.

100 dias, e vamos daqui para lá de olhos fechados, fazendo as coisas de memória, desempenhando nosso papel com a perfeição que vem da repetição infinita. Construir sonhos dá muito trabalho, por pequenos que sejam. Requer o esforço de fazer diferente, conscientemente, saindo do script. De fazer as coisas por decisão e não por hábito.

É difícil.

Mas quem sabe vale a pena. 100 dias já se foram; ainda temos 265 dias pela frente. Agora que não estamos intoxicados com as infinitas possibilidades do ano novo, talvez sejamos capazes de traçar um mapa mais realista. De escolher um caminho mais possível.

Quem sabe podemos começar com alguma coisa pequena, simples, e continuar caminhando. Finalmente fazer algo diferente.

Hoje é um bom dia para começar de novo. Vamos?

Tempo de Recomeçar

Janeiro é um mês mágico.

O ano velho, o que não pôde ser, o que não deu tempo, o que não chegou à ser e ainda não foi desta vez, ficou para trás.

Janeiro nos dá a oportunidade de recomeçar. Nos permite olhar a vida com esperança renovada, fazer planos com entusiasmo, acreditar, tentar novamente.

Temos um novo ano pela frente, 12 meses intocados, frescos, abertos. Um mar de possibilidades. Telas em branco, janelas abertas. Que possibilidades esses meses nos trarão?

Tempo de Recomeçar

Em Janeiro, quero abrir os olhos e acreditar que tudo é possível.

Em Fevereiro, quero tempo para ouvir a alma, para celebrar a quietude e o silêncio. Mesmo que seja Carnaval.

Em Março, quero me despedir do verão com gratidão, e abrir às portas de par em par para receber a frescura do Outono.

Em Abril, quero ouvir a chuva e guardar as sementes que germinarão na Primavera.

Em Maio, quero atesourar segredos como se fossem poemas e desenvolver projetos como se fossem sonhos.

Em Junho, quero guardar lembranças e me aprovisionar de esperança, para os meses escuros de frio.

Em Julho, quero aquecer meu coração à beira do fogo do lar, e repensar o que foi até então.

Em Agosto, quero me sentar ao sol e ver que ainda há tempo. Que ainda tudo é possível.

Em Setembro, quero abrir a casa e sentir cheiro de terra molhada, e ver o mundo como se fosse novo outra vez..

Em Outubro, quero acender uma vela pelos que se foram, e deixar ir o que deve ir.

Em Novembro, quero lembrar do mar, encontrar uma bússola nova, ajustar o rumo e navegar no vento.

Em Dezembro, quero celebrar as possibilidades que o ano trouxe, me despedir dos meses que se foram, e dar as boas vindas aos novos sonhos que Janeiro trará.

Que possibilidades você pedirá, ao ano que recém recomeça?

Imagem: h.koppdelaney

Começando a Semana Em Movimento

Para começar a semana em alto-astral, quero compartilhar com vocês um vídeo que descobri recentemente, e achei MUITO bacana. É um vídeo que faz parte das celebrações do canal National Geographic (em espanhol) do Dia da Terra.

A canção se chama “Moving” e é o primeiro single do álbum “Puerto Presente”, do grupo catalão Macaco. O vídeo conta com participações de figuras famosas como Javier Bardem, Juanes, Juan Luis Guerra e Carlinhos Brown, entre outros.

Os artistas participam da campanha “Lo que tú haces cuenta” (O que você faz, faz diferença), campanha de conscientização ecológica do National Geographic. O objetivo da campanha é mostrar que pequenos atos cotidianos (como cuidar bem da sua geladeira, por exemplo) sim fazem diferença.

O vídeoclip é muito legal, a música é ótima e a letra, sensacional.

Vídeo – Moving – Macaco

Moving – Macaco – Letra Original

Moving, all the people moving,
one move for just one dream
We see moving, all the people moving,
one move for just one dream…

Tiempos de pequeños movimientos…
movimientos en reacción
Una gota junto a otra hace oleajes,
luego mares…océanos
Nunca una ley fue tan simple y clara:
acción, reacción, repercusión
Murmullos se unen, forman gritos,
juntos somos evolución

Moving, all the people moving,
one move for just one dream
We see moving, all the people moving,
one move for just one dream

Escucha la llamada de “Mamá Tierra”,
cuna de la creación
Su palabra es nuestra palabra,
su “quejío” nuestra voz
Si en lo pequeño está la fuerza,
si hacia lo simple anda la destreza
Volver al origen no es retroceder,
quizás sea andar hacia el saber…

Moving, all the people moving,
one move for just one dream
We see moving, all the people moving,
one move for just one dream

Letra Traduzida

Em Movimento

Em movimento, todo mundo em movimento
Um movimento por um único sonho
Nós vemos em movimento, todo mundo em movimento
Um movimento por um único sonho…

Tempos de pequenos movimentos…
Movimentos em reação
Uma gota junto com outra cria ondas,
depois mares…oceanos
Nunca uma lei foi tão simples e clara:
ação, reação, repercussão
Murmúrios se unen, formam gritos,
juntos somos evolução

Em movimento, todo mundo em movimento
Um movimento por um único sonho
Nós vemos em movimento, todo mundo em movimento
Um movimento por um único sonho…

Escute o chamado da “Mamãe Terra”,
Berço da criação
Sua palavra é nossa palavra,
Seu “queixume” nossa voz
Se no pequeno está a força,
Se em direção ao simples anda a destreza
Voltar à origem não é retroceder,
Talvez seja andar em direção ao saber…

Em movimento, todo mundo em movimento
Um movimento por um único sonho
Nós vemos em movimento, todo mundo em movimento
Um movimento por um único sonho…

O Amor e a Ousadia

Há algum tempo, falei sobre a Arte de Ousar. Conforme prometido, hoje quero falar sobre o Amor e a Ousadia.

O amor é um grande combustível para a ousadia

Ousar também é uma questão pessoal e subjetiva. O que é atitude corriqueira para alguém, pode ser uma tremenda ousadia para outra pessoa.

O Amor e a Ousadia
Photo Credit: Nattu

Eu moro fora do Brasil – em Montevideo, capital do Uruguay – há mais de uma década. Conversando recentemente com um amigo sobre esse assunto, ele comentou que a decisão de encarar a vida em outro país (com tudo o que isso significa) é um ato de ousadia. É verdade, embora na época eu não o tenha percebido assim.

Esse mesmo amigo me contou que um mestre uma vez me lhe disse que “só cometemos o ato de ousar levados por dois fatores motivacionais distintos: ou o amor, ou o ódio.” Creio que essa teoria aproxima-se bastante da verdade, ao menos na maioria dos casos. No meu caso, a ousadia nasceu do amor. Eu deixei para trás tudo o que eu conhecia, para seguir meu grande amor.

Meloso? Talvez. Clichê? Certamente. Mas o fato é que aqui estou, onze anos depois, e o tempo mostrou que minha decisão foi acertada. Onde eu estaria hoje, se não fôsse pela ousadia, quem sabe.

Ousar nunca é fácil

O Amor e a Ousadia

Photo Credit: Not So Good Photography

Claro que nem tudo foram rosas. Muitas vezes o ato de ousadia traz em si uma perda já embutida. Quando eu decidi vir morar aqui, perdi muitas coisas: a proximidade de minha família, a convivência com os amigos, a tranquilidade de uma cidade pequena, a segurança de viver em um ambiente familiar.

Eu tinha 19 anos. Embora bastante madura para a idade, eu ainda era uma garota, quase uma adolescente. O baque foi grande. A saudade de casa, da minha gente, me custou muitas lágrimas. O ritmo da cidade grande, as distâncias, os perigos, tudo era assustador e desagradável.

O idioma não foi problema, pois eu já era fluente no espanhol; mas a idiossincrasia do uruguaio é muito diferente do brasileiro. Os códigos de conduta são outros; a sociedade é mais machista e conservadora, as pessoas são mais formais.

Até mesmo a televisão é completamente diferente, se rege por outras regras, fala não só outro idioma, mas outra linguagem. Como eu senti falta da Globo e do SBT (por incrível que pareça)!

O choque cultural foi tão grande, que eu me desestruturei completamente. Desde criança, sempre fui independente (segundo o que a idade permitia). E de repente me vi, com quase 20 anos, sem coragem para sair de casa sozinha. Durante um tempo, o único lugar aonde eu me aventurava a ir desacompanhada, era o armazém da esquina.

O sofrimento traz crescimento

Hoje, olhando para trás, a situação parece completamente absurda e ridícula. Na época, foi muito sério, de uma seriedade agonizante. Um período doloroso, que eu espero não repetir nunca mais, mas que não me arrependo de ter experimentando. A ousadia me acarretou sofrimento, mas também foi frutífera. Um famoso soneto de Francisco Luis Bernardez diz:

Porque después de todo he comprendido
que lo que el árbol tiene de florido
vive de lo que tiene sepultado.

(Porque depois de tudo compreendi, que o que a árvore tem de florida, vive do que tem sepultado.)

Eu assino embaixo. Eu saí desse período de adaptação mais forte, mais experiente, menos ingênua e menos frágil. Com um casamento muito feliz embaixo do braço. E através desse casamento é que me foram abertas as portas do Universo virtual, o que por sua vez tornou possível que eu esteja aqui hoje, escrevendo, conhecendo gente, participando de projetos interessantes.

Haverão perdas inevitáveis, riscos calculados e riscos imprevisíveis. É possível que haja sofrimento, angústia, medo. Escolhas deverão ser feitas, obstáculos deverão ser enfrentados. Provavelmente alguém se sinta ofendido, pois as pessoas detestam tudo o que vai contra o satus quo e as regras pré-estabelecidas. Mesmo assim, não desista.

Ousar também é uma questão de fé

O Amor e a Ousadia
Photo Credit: BackatmyRanch/Lisa /RedWillow

Minha metáfora favorita de ousadia é uma das últimas cenas do filme Indiana Jones e a Última Cruzada. Ele tem que superar três desafios, desvendar três enigmas pra salvar seu pai. O último deles é terrível: Indiana termina de atravessar uma caverna e ao sair dela, encontra-se diante de um abismo. Ele precisa atravessá-lo. Tentar saltar para o outro lado seria suicídio. Impossível, diz ele. Mas seu obejtivo – salvar a vida de seu pai – lhe dá coragem . Coloca a mão esquerda sobre o peito, fecha os olhos, entregue ao destino, e levanta uma perna sobre o abismo. Dá um passo à frente, e descobre que há um caminho sob seus pés.

É um teste de fé, mas também um teste de coragem. Ele ousa dar um passo rumo ao desconhecido, ao incerto; sem essa ousadia, seu objetivo jamais teria sido atingido.

Ousar vale à pena

Ousar vale à pena. Ousar é imprescindível, se você aspira ser mais do que um boi perdido no meio de uma imensa boiada. Ousar é uma arte, que pode ser aprendida, experimentada, refinada. A ousadia de ousar é uma aventura enriquecedora, que pode tornar sua vida mais plena e verdadeira.

Arrisque-se; ouse! E quem sabe o que o amanhã trará?

A Arte de Ousar

Ousar é o verbo. Coragem o substantivo. Hoje, sempre, os advérbios.

A Arte de OusarNunca pensei em mim mesma como uma pessoa ousada. Aliás, esse é um conceito bastante “demodé” hoje em dia: qualificar alguém como ousado.

Esse termo nos remete à épocas passadas, quando se usavam palavras como galhardia, cavalheirismo, casadoira e fósseis afins.

E no entanto… procurando um ângulo para este texto, percebi que sim, sou uma pessoa ousada. Tanto no sentido positivo como no sentido pejorativo da palavra – dependendo do ponto de vista de quem me observa.

O que me levou do microcosmo – eu – ao macrocosmo – a sociedade, a humanidade. Quanto de nós se perde por falta de ousadia?

Ousadia – Definição

Mas primeiro vamos definir o que é ousar. O dicionário diz:

Ousar v. tr., atrever-se a;
ter a ousadia, a coragem de;
empreender, abalançar-se.

E ainda:

Ousadia s. f., qualidade do que é ousado;
ato audacioso;
atrevimento;
destemor;
arrojo;
coragem;
audácia;
galhardia.

Empreender, atrever-se a; ato audacioso, destemor, coragem. Palavras grandiosas, muito distantes do nosso dia-a-dia, não é? Não deveria ser assim. Retomo minha pergunta:

Quanto de nós se perde por falta de ousadia?

A Arte de OusarPerdemos oportunidades; não ousamos tentar, por medo de errar. Perdemos afetos; não ousamos amar. Perdemos pessoas; não ousamos dizer “eu te amo”, “você é importante”. Perdemos descobertas; não ousamos experimentar coisas novas.

Perdemos tempo; não ousamos dizer não, nem sim. Perdemos personalidade; não ousamos “sacudir o barco”, dizer o que realmente pensamos. Perdemos vida, por que não ousamos viver. Sem uma certa dose de ousadia, a vida nada mais é do que um tedioso corredor da morte.

Há que se diferenciar ousadia de comportamento impensado (e até mesmo estúpido). Ousar é uma arte. Se você está pensando que ousar é dizer umas quantas verdades ao seu chefe, sem pensar nas consequências, está muito enganado!

A ousadia frutífera tem dois pilares: a coragem e a inteligência. Por tanto, não venha se queixar se acabar jogando fora seu emprego, inspirada no meu texto! 🙂

Ousadia: Medo X Coragem

Quando se trata de ousar, estamos falando de dar um passo em direção ao desconhecido, e o medo quase sempre se faz presente – se você tem um mínimo de bem senso e instinto de auto-conservação, claro. Aqui entra em cena um famoso clichê-verdade: coragem não significa não sentir medo, mas seguir em frente apesar do medo.

Nem todo mundo tem capacidade para isso. A covardia, o comodismo, a mediocridade, são moedas correntes na nossa sociedade. Aprendemos desde cedo a “deixar pra lá”, a escolher o caminho mais fácil, a baixar a cabeça, a seguir a opinião da maioria, a “encaixar”.

Somos ensinados a permitir que a atração natural que sentimos pelo que é prazeiroso, bloqueie nossa aceitação de experiências menos agradáveis. Rejeitamos a mudança porque ela nos causa insegurança. Concordamos com o outro, com o único intuito de evitar o confronto. Evadimos a todo custo qualquer tipo de problema ou desconforto; vivemos no que eu chamo de “mentalidade de boiada”.

Nem só de Prazer Vive o Homem

A Arte de OusarA busca do prazer acima de todas as coisas, e a rejeição de tudo o que não produz prazer, é um estágio infantil da psicologia humana.

Após uma certa idade (que eu localizaria nos anos que transitam entre o final da adolescência e o começo da idade adulta) o ser humano deveria amadurecer, e aprender que a vida é mais do que somente prazer.

A partir daí é que a arte de ousar pode ser exercida com consciência, de forma produtiva e frutífera. As crianças ousam por instinto; por necessidade de conhecer o mundo que as rodeia e estabelecer seus limites; por completa ignorância dos riscos inerentes aos seus atos.

E aí temos outra diferença, que expressa o quanto uma pessoa cresceu e amadureceu. A criança ousa para saber quem é. O adulto necessita saber quem é, para poder ousar.

É Preciso Auto-conhecimento

Explico: somente sabendo quem você é – quais são suas fortalezas e debilidades, suas virtudes e defeitos, seus princípios e expectativas, quê coisas são importantes para você – poderá definir com propriedade o que realmente deseja, quanto está disposto a arriscar, o que é inaceitável, e de quais coisas está disposto a abrir mão.

Baseando-se nessa claridade, é que se pode ousar, não com segurança (o que seria uma incongruência) mas com consciência.

Lembre-se: ousar é um risco, uma aposta; não há garantias, é impossível ganhar sempre. Perder faz parte do jogo. Você decide quanto quer arriscar.

Vem por aí: o Amor e a Ousadia. Não perca!

Photo Credits: Asif Akbar | Cristiano Galbiati| Sebastian Wendowski

Mensagem de Ano Novo – 2008, Será?

Mensagem de Ano Novo - 2008

Chegam os últimos dias do ano, e você sabe – ou melhor, acha – que deve estar feliz, animada, cheia de realizações e conquistas, de planos, metas e resoluções para o Ano Novo.

E invariavelmente você na verdade está cansada, desanimada, desiludida, frustrada. Mesmo assim, você trinca os dentes, faz de conta que está tudo certo, perfeito, e escreve uma lista enooorme de resoluções. Mais ou menos assim:

Resoluções de Ano Novo

– Vou parar de fumar (a partir de Janeiro)
– Vou fazer dieta (começo na 1º segunda-feira depois do Carnaval)
– Vou escrever meu livro (quando tiver tempo)
– Vou mudar de emprego (se eu encontrar o emprego perfeito)
– Vou, vou, vou… acompanhando de muitos “Quando” e inúmeros “Se”.

Isso nunca, jamais, ever dá em nada. A única coisa que conseguimos, listando metas e resoluções de ano novo que não tem qualquer base na realidade, é aumentar nosso nível de stress.

Então, que tal desistir disso? Que tal pensar em possibilidades, em vez de em obrigações?

2008, Será?

Será que em 2008 seremos mais felizes, mais humanos, mais centrados? Será que 2008 será o ano em que encontraremos paz, luz, tranquilidade? Será que em 2008 finalmente encontraremos a coragem necessária para aventurar-nos, crescer, mudar? Será que em 2008 descobriremos por fim, a verdade que nos permitirá SER?

Para todos vocês, meu desejo é que essas possibilidades se tornem realidades. Que cada um receba conforme seu merecimento e sua capacidade. Que essas possibilidades se abram em milhares de outras, criando miríades de caminhos estendidos aos seus pés. Que esse caminho seja iluminado, e que as noites sejam serenas.

Meu desejo de Ano Novo para todos nós: Um Feliz 2008, pleno de possibilidades! 🙂