Uma Estranha No Espelho

Há dois tipos de “eu sempre quis”.

Eu sempre quis conhecer Paris. Esse é um querer enorme, que depende de milhões de coisas para se realizar.

Eu sempre quis ter uma hora por semana para cuidar de mim. Para ler, fazer as unhas, o que der na telha. Para escrever, imaginar, pintar. Para mim, só para mim.

Esse é um querer simples e legítimo, que na verdade só depende de que eu me decida a torná-lo realidade. Desculpas e explicações de porque não posso ou não consigo ou não devo fazê-lo, me sobram. Mas na verdade só depende de mim.

Uma Estranha No Espelho

E eu não consigo compreender, realmente, porque temos tantos “quereres” que deveriam estar na lista dos realizados, não estão.

E porque aquelas pequenas, minúsculas coisas que são só para nós, são sempre relegadas ao final da lista de prioridades, até que caem pela borda? Até que esquecemos que um dia quisemos ler, fazer as unhas, sonhar de olhos abertos, preguiçar só um pouquinho?

Até que um dia, uma estranha no espelho pergunta “Quem é você? Onde você estava enquanto eu desaparecia afogada em lágrimas que não foram choradas?

Onde estava você, quando eu precisava sonhar, cantar, dançar, por um minuto que fosse?

Onde estava você quando tudo que eu pedia era um átimo de poesia?

Onde estava você quando eu tinha sede do rio, do verde e da terra?

Onde estava você, enquanto eu morria?

Image: A Kinich Ahau… – CC

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Hoje Preciso de Silêncio

Hoje preciso de silêncio. De recolhimento. De paz e quietude. Hoje preciso ignorar o mundo lá fora, que chama aos gritos, exige, demanda.

Hoje é momento de estar só, de pensar, refletir, viajar pelas terras internas. Ter um tempo só meu, ininterrupto como as águas do rio. Hoje não quero falar, dizer, contar.

Hoje quero ser só eu. Em silêncio.

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Hoje preciso da solidão que Clarissa Pínkola Estés descreve no livro “Mulheres Que Correm Com os Lobos”:

A solidão não é uma ausência de energia ou de ação, como acreditam algumas pessoas, mas é, sim, um tesouro de provisões selvagens a nós transmitidas a partir da alma. Nos tempos antigos, a solidão voluntária era tanto paliativa quanto preventiva. Ela era usada para curar a fadiga e para evitar o cansaço. Ela era também usada como um oráculo, como um meio de se escutar o self interior a fim de procurar conselhos e orientação que, de outra forma, seriam impossíveis de ouvir no burburinho do dia-a-dia.

As mulheres dos tempos antigos, assim como as mulheres aborígines modernas, reservavam um local sagrado para essa indagação e comunhão. Tradicionalmente, diz-se que esse lugar era reservado para a menstruação, pois durante esse período a mulher está muito mais próxima do auto-conhecimento do que o normal. A membrana que separa a mente consciente da inconsciente fica, então, consideravelmente mais fina. Sentimentos, recordações e sensações que normalmente são impedidos de atingir a consciência chegam ao conhecimento sem nenhuma resistência. Quando a mulher procura a solidão durante esse período, ela tem mais material a examinar.

No entanto, nas minhas conversas com mulheres de tribos das Américas do Norte, Central e do Sul, assim como com descendentes de algumas tribos eslavas, descobri que os “lugares das mulheres” eram usados a qualquer hora, não apenas durante a menstruação. Descobri, ainda, que cada mulher muitas vezes tinha seu próprio “lugar da mulher”, que podia ser uma certa árvore, algum lugar à beira d’água, algum aposento natural criado pela floresta ou pelo deserto, ou alguma gruta oceânica.

Minha experiência de análise com mulheres me leva a crer que grande parte do mau humor pré-menstrual da mulher moderna não representa apenas uma síndrome física, mas também pode ser atribuído ao fato de a mulher se ver frustrada na sua necessidade de reservar tempo suficiente para se revitalizar e se renovar.

Sempre rio quando ouço alguém citar alguns dos primeiros antropólogos que afirmavam que as mulheres menstruadas de várias tribos eram consideradas “impuras” e forçadas a deixar a comunidade até que tivessem “terminado”. Todas as mulheres sabem que, mesmo que existisse um exílio ritual forçado como esse, cada uma das mulheres, quando chegada sua hora, sairia da aldeia triste e cabisbaixa, pelo menos até não estar mais à vista, e de repente sairia saltitante pelo caminho, tagarelando o tempo todo.

Como na história, se fixarmos uma prática regular de solidão voluntária, estaremos propiciando uma conversa entre nós mesmas e a alma selvagem que se aproxima da terra firme. Agimos assim não só para “estar perto” da nossa natureza selvagem e profunda, mas, como na tradição mística desde tempos imemoriais, o objetivo dessa união é o de que nós façamos perguntas e de que a alma dê conselhos.

Quanto tempo faz que você não conversa com sua alma?

Image: When The Night Falls – Alice Popkorn – CC

Série Deusas – Lilith, a Deusa Escura

Deusas, lendas, arquétipos, psicologia, psique – sempre achei todas essas coisas fascinantes e extremamente importantes na vida humana, e especialmente na vida das mulheres.

No panteão grego, eu “sou” duas deusas: Hécate e Héstia. Hécate é uma das deusas escuras, e Héstia é a deusa do lar, do fogo da lareira. Você pode saber mais sobre elas, seguindo os links.

Hoje eu quero falar da minha deusa principal: Lilith.

A Lenda Esquecida

LilithA história que eu conheço é bem diferente das histórias cristãs e judaicas que demonizaram Lilith (as quais são as que a maioria das pessoas conhecem). Essa história me foi legada como uma herança.

Ela é contada de várias formas, mas o ponto principal é que essa história diz que quando Deus criou Adão, também criou uma mulher, feita da Terra, da mesma forma que ele. Essa mulher era Lilith.

Lilith é referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão (…) No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa, chegando depois a ser descrita como um demônio.

De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusando-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. (…)

Assim dizia Lilith: “Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.

Adão se recusou a aceitar essa igualdade, insistindo em que Lilith deveria se deitar debaixo dele e argumentando que ele era superior a ela. Lilith não quis se submeter, visto que ambos haviam sido criados da mesma forma, e abandonou o Éden.

Adão foi se queixar ao Todo Poderoso, dizendo: “Soberano do Universo! A mulher que o Senhor me deu foi embora, fugiu.” Deus então mandou três anjos no encalço dela, dizendo a Adão:

“Se ela concordar em voltar, o que foi feito é bom. Se não, ela deverá permitir que uma centena de seus filhos morram a cada dia.”

Condenada e Demonizada

A partir daí, Lilith foi demonizada, pois ela se recusou em voltar.

O fato de que uma mulher que se recusou a ser submissa ao marido tenha sido transformada em demônio nos mitos não surpreende, mas não deixa de ser curioso o fato de que existem vestígios da história dela na Bíblia, os quais teriam sido expurgados quase por completo. Leia mais sobre isso aqui: A Primeira Mulher.

O Resgate

Com o ressurgimento das religiões pagãs, Lilith foi resgatada da categoria de demônio, embora esse resgate tenha ficado circunscrito à determinadas tradições, como a Bruxaria e a Wicca.

Nessas tradições, Lilith não é um demônio mas uma poderosa deusa primordial, que representa o poder da mulher. Poder não sobre o outro ou sobre as coisas, mas sobre si mesma – o poder de ser ela mesma, de saber fazer com que seu espaço e seu lugar sejam respeitados, de se expressar e viver como seja mais apropriado para ela, sem se submeter à condições abusivas ou mandatos culturais.

O poder de ser livre.

Um Poema

No livro “O Oráculo da Deusa”, há um belo poema sobre Lilith, que expressa bem suas características:

Lilith
Lilith (1892) em gravura de John Collier.

Eu danço a minha vida para mim mesma
Sou inteira
Sou completa
Digo o que penso
E penso o que digo

Eu danço a escuridão e a luz
O consciente e o inconsciente
O sadio e o insano
E falo por mim mesma
Autênticamente
Com total convicção
Sem me importar com as aparências

Todas as partes de mim
Fluem para o todo
Todos os meus aspectos divergentes tornam-se um

Eu ouço
O que é preciso ouvir
Nunca peço desculpas
Sinto os meus sentimentos

Eu nunca me escondo
Vivo a minha sexualidade
Para agradar a mim mesma
E agradar aos outros

Expresso-a como deve ser expressa
Do âmago do meu ser
Da totalidade da minha dança

Eu sou fêmea
Sou sexual
Sou o poder
E era muito temida.

Autora: Amy Sophia Marashinsky

Lilith e Eu

Este texto todo é uma carta de amor à Lilith que habita em mim – ou será que sou que habito nela?

Eu a vejo não como uma coisa separada de mim. Não a vejo como um aspecto meu; mais que nada, eu sou um aspecto dela. Digamos que eu sou uma expressão dela, sou uma das faces dela no mundo físico.

Não que eu creia que Lilith (ou qualquer das outras deusas) é um ser como o Deus católico, um ser personificado, individual e com consciência própria. As deusas, neste caso, são arquétipos e forças primordiais: “energias”, por assim dizer, que se expressam através dos seres humanos.

Uma metáfora para explicar melhor meu pensamento, seria comparar essa energia com a energia elétrica: nós somos os fios, tomadas e aparelhos que a conduzem e funcionam através dela.

A energia de Lilith me guia e me protege. Ela permite que eu saiba me defender, e defender meu espaço; que eu tenha força para vencer as batalhas necessária, e intuição para perceber quando estou em perigo.

Lilith é quem faz com que eu saiba meu exato valor – nem mais, nem menos. Ela também me mostra o valor real e exato das outras pessoas, vendo além das aparências e do status social.

Ela me mostrou que os lugares escuros do meu mundo interior nem sempre estão ligados ao mal, e me ensinou a caminhar por esses lugares escuros. Me ensinou a aceitar todos os aspectos e todas as partes de mim mesma, sem relegar nenhuma dessas partes ao esquecimento.

Me ensinou a olhar para os demônios que guardo em mim, e a não temê-los; mas nomeá-los, reconhecê-los, e lidar com eles diretamente.

Ela é quem permite que eu diga não, que eu vire as costas e vá embora, quando me vejo em uma situação abusiva ou que não é apropriada para mim; assim como ela fez, abandonando o Éden.

Eu poderia falar e falar, listando todas as coisas que se expressam em mim através de Lilith; ela permeia todos os aspectos do meu ser, principalmente aqueles através dos quais eu atuo no mundo exterior.

Lilith me confere força, poder, intuição e sabedoria. Ela sabe o que é certo e o que não, o que é apropriado e o que não.

Para finalizar, proponho: recupere sua Lilith. Mesmo que ela não seja sua deusa principal, os benefícios de tê-la presente em sua vida são extraordinários. 🙂

Para saber mais

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Veja todos os textos da Série Especial Deusas.

Atreva-se!

Faz muito, muito tempo que este post estava no meu rascunho.

Se você anda acompanhando o Deusario, talvez esteja pensando sobre o que você está fazendo com a sua vida, ou talvez fazendo contas.

Talvez você esteja pensando em como mudar sua vida, repensando seus objetivos ou cantando canções de amor e de guerra. Meditando sobre a vida.

Se não está, deveria. É bom parar de vez em quando, pelo menos uma vez por ano, para fazer balanço. Para ver onde estamos, pois somente a partir daí podemos traçar um caminho rumo às nossas metas, sonhos, realizações.

E já que estamos nesse balanço, pergunto: será que não é hora de ousar? De dar esse passo à frente? De finalmente atrever-se?

Inspire-se:


Atrévete – Link para o vídeo

Vídeo bacanésimo dica da Srta.Bia.

A Felicidade Está Nas Páginas Da Revista?

Estou eu lendo os itens compartilhados do Google Reader, e encontro esta pérola de post, indicado pela Lu Monte: Momento Foto Ingrata – Já virou clichê.

Sex And The CityO post fala do ridículo da capa mais recente deste mês, da Revista Nova. Sabe, a Cosmopolitan, aquela revista que toda mulher Sex-And-The-City linda-bem-resolvida-fodona-maravilhosa sempre-impecável-e-abissoluta tem que ler?

Então, essa.

Fui lá espiar o site da revista. Nossa. É uma maravilha de maravilhas – lá você encontra soluções mágicas, simples e garantidas para todos os seus problemas, desde “ficar magra e durinha sem suar” até entender o cérebro masculino e achar o namorado ideal.

Desejos Devassos e Urgentes?!

Uma das matérias chamou minha atenção: 10 desejos femininos devassos e urgentes. Afinal, toda mulher precisa que uma revista lhe diga quais são seus desejos devassos e urgentes, né?

Ah, my mistake. A lista é pra você dar pra “ele” ler – assim, você não precisa dizer nada nem explicar nada. Beleza. Comunicação pra quê, não é mesmo, minha gente? Pega o manualzinho que a revista publicou, entrega pra o namorado e diz “É isso que eu quero, se vira, malandro!”

O texto é um primor, e inclui pérolas como “ajuda a preparar o esfíncter” (super sexy, não?), “não exagere na saliva para não deixá-la surda” (sério, seu namorado precisa de conselhos para não babar seu ouvido?), “Mesmo as mulheres de derrière pequeno se deliciam com carícias nos montes mais altos da anatomia feminina” (que poético), “assopre como uma brisa, não um furacão” (mais poesia), e a pérola final:

Uma das chaves do sucesso do sexo tântrico (…) é manter a ereção até que a mulher se mostre completamente satisfeita, mesmo que isso demore hoooras, dias ou semanas.

Claro que pensar em manter uma ereção por horas, dias ou semanas não vai causar nenhum stress no seu querido, né? Então.

Soluções Mágicas: Seja Clarividente!

Seja Clarividente

Impressionante a quantidade de idiotices que tem lá. “Descubra quem ele é num único olhar”. Como assim, Bial? Deve ser curso de clarividência, só pode.

Enlouqueça seu homem, seja a melhor amante que um homem já teve, aprenda os segredos da Bruna Surfistinha (blargh!). 90% das matérias de sexo são desse tipo. Os outros 10% ensinam malabarismos variados. Só ler os títulos já me cansa.

Tenha um cabelo de estrela, faça a maquiagem das estrelas, use o vestido preto que as estrelas usam. Aparentemente, a meta Número 1 é parecer uma estrela de televisão. Essa é a mensagem que uma revista que supostamente valoriza a mulher, passa.

A Verdade é Bem Outra

Mulher e o MarSem dúvida, a quantidade de soluções mágicas é sedutora – que mulher não quer todas essas coisas, dispendendo o menor esforço possível? Mas a verdade é que soluções mágicas não existem.

A idéia que eles vendem, é que você pode (e deve) ser fodástica na cama, no relacionamento, no trabalho, no cuidado da casa, na aparência e em tudo mais.

Isso é mentira. Uma retumbante e deslavada mentira. Ninguém pode (nem precisa) ser fodásticamente boa em tudo, o tempo todo; ninguém pode resolver todos os problemas que tem, ninguém pode ter uma vida de revista Nova.

Somos humanas, temos falhas, temos dias ruins, temos fraquezas. E isso é normal.

Não há nada de errado com ler a Nova – eu até leio de vez em quando. Um pouco de leitura light e besta não faz mal pra ninguém. O problema é quando você passa a exigir de si mesma o padrão de perfeição que ela mostra – principalmente nos quesitos sexo e aparência. Cuidado com isso.

Agora, me diga: o que você acha da Nova e das revistas do gênero? Elas lhe afetam de alguma forma? Me conte! 🙂

Photo Credits: Lots of SprinklesAndrea Serna UmañaHerny Bahus

Beleza Plástica – Frankenstein ou Barbie? O que é Pior?

Vivemos em épocas de beleza plastificada. E algumas mulheres estão indo longe demais nesse quesito. Serão elas pioneiras de uma nova – e horrível – forma de encarar a beleza e o corpo?

Photobucket

Há alguns dias vi na televisão uma coisa bizarra, deprimente. Uma mulher de 31 anos, que já passou por mais de 30 cirurgias plásticas. Tudo em nome da “beleza”.

30 Cirurgias Plásticas, e Contando

Jenny Lee Burton já fez uma cirurgia para levantar as sobrancelhas, três operações no nariz, três implantes nos lábios, colocou silicone nos seios duas vezes e fez três operações para “erguê-los”; também já colocou implantes nas bochechas, e fez lipoaspiração nos braços, cadeiras, coxas, barriga e nos joelhos. Ela usa botox e deve ter feito alguma outra cirurgia que não lembro agora.

PhotobucketOs médicos já lhe advertiram que seu nariz vai colapsar se ela operá-lo outra vez. Ela diz que ainda fará mais cirurgias plásticas, pois não está satisfeita com sua aparência.

Jenny Lee tem um site, onde você pode ver algumas fotos. Sejamos francas, a moça é horrível. Seu rosto está tão repuxado que parece uma caricatura; e seu corpo é magro demais e fora de proporção. Tudo isso graças às “maravilhas” da cirurgia estética (?!).

No seu perfil do MySpace, está a frase “Nothing tastes as good as being thin feels!” – algo como “Nada tem um gosto tão bom quanto o que se sente ao estar magra”. Que belo conceito, não é mesmo?

A esta altura, você já deve ter concluído: esta mulher é demente. Eu tenho pena dela. Ela já se mutilou de quase todas as formas possíveis; foi esfolada viva, cortada, costurada, repuxada, recheada, injetada, quebrada… voluntariamente.

No programa que vi, Jenny contou que gasta a maior parte da manhã, todos os dias, cuidando de sua aparência. A moça diz que sofre de Transtorno Dismórfico Corporal.

Transtorno Dismórfico Corporal – Complexo de Quasímodo

Transtorno Dismórfico Corporal ou TDC é “uma desordem pouco reconhecida, caracterizada pela preocupação extrema com a própria aparência e com intensa insatisfação por ela, podendo ou não existir razões estéticas para isso“. Recomendo a leitura do artigo; apesar de meio técnico, está cheio de informações estremecedoras.

A questão é que esse transtorno psiquiátrico tem muito a ver com a popularização da cirurgia estética, e com os padrões de beleza que a sociedade nos impõe.

O desejo exagerado de se ajustar ao que é considerado belo pela sociedade, leva não só à baixa auto-estima e sacrifícios desnecessários (como dietas demasiado estritas e exagêro nos exercícios físicos, por exemplo), como à transtornos psicológicos e psiquiátricos, como anorexia nervosa, bulimia e TDC – entre outros.

Quando a sociedade como um todo, vai questionar esses conceitos de beleza? A glorificação de certos padrões estéticos, em detrimento de todos os outros, é extremamente nocivo, em especial para as mulheres.

Desejo de Perfeição Irreal

Beleza Plástica - Frankenstein ou Barbie? O que é Pior?Somos bombardeadas todos os dias com imagens de mulheres perfeitas, sem uma grama de gordura e sem celulite, com o cabelo sempre brilhante e lábios carnudos. Essas “deusas” nos acenam das capas de revista, das passarelas de moda, dos filmes, da TV e dos comerciais. Comparadas com elas, sempre perdemos.

Porque esquecemos de uma coisa: elas não existem. Elas são criadas com Photoshop, maquiagem, cabeleireiro e luz adequada. E no entanto, a pressão para ser como elas, existe. Não deveríamos deixar que capas de revista e comerciais de lingerie nos digam o que é ser bonita, mas deixamos. Deveríamos valorizar a beleza da mulher de verdade, mas não o fazemos.

Deveríamos aceitar como somos, ver nossa própria beleza. Mas não aceitamos, não vemos. Nos deixamos conduzir e enganar. Chegamos a odiar nosso corpo. E começamos a pensar em cirurgia plástica. Entramos na faca, simplesmente para perseguir um padrão artificial de beleza.

E assim se criam as Jenny Lee Burton da vida. Ela é um caso extremo, mas nem sequer é a única.

Uma Barbie “de Verdade”

Beleza Plástica - Frankenstein ou Barbie? O que é Pior?Sarah Burge é conhecida como “a Barbie da vida real“. Ela tem 46 anos e já gastou mais de U$S 397.000,00 em cirurgias plásticas. Como Jenny, ela já passou por incontáveis procedimentos, incluindo cirurgia para levantar o bumbum caído – a qual, segundo ela mesma, é extremamente dolorosa.

Sarah diz, em seu website, que já passou por tantas plásticas que “os meios dizem que sou ‘a Barbie da vida real’. Mas eu sou mais plástica do que a Barbie… e adoro isso!” Ela adora ser mais plástica do que a Barbie, e tem orgulho disso.

A Perfeição Imperfeita e Impossível

Irônico é que, olhando as fotos dessas mulheres, é evidente que elas não atingiram nenhum ideal de perfeição. Elas, e tantas outras que se submeteram a diversos procedimentos cirúrgicos, tampouco são perfeitas. Jenny é uma caricatura tosca; Sarah até é bonita, mas de rosto parece mesmo mais uma boneca do que uma mulher, e seu corpo não se adapta exatamente aos padrões de beleza.

Beleza Plástica - Frankenstein ou Barbie? O que é Pior?Isso para não mencionar outras que vi durante minha pesquisa; rostos distorcidos, seios enormes e desproporcionais ao corpo, estômagos tão lipoaspirados que deixam as costelas à mostra.

Como eu disse, são casos extremos. O que não quer dizer que uma mulher que sente que precisa de silicone nos seios, colágeno nos lábios ou sobrancelhas mais altas, não tenha problemas.

Eu quisera saber porquê as mulheres se deixam convencer e influenciar por padrões de beleza irreais, à ponto de se submeterem à esse tipo de coisa.

Opinião é que nem… e eu tenho a minha.

Já prevendo as pedradas: a menos que você tenha uma deformidade ou um problema clínico (como seios grandes demais, que causam problemas nas costas) eu acho que cirurgia plástica é uma reverenda idiotice, uma agressão completamente desnecessária contra si mesma.

Se você tem problemas de auto estima, deveria procurar um psicólogo ou terapeuta, não um cirurgião. O que você precisa é aprender a se aceitar e a gostar de si mesma, e não retalhar seu corpo.

O Pecado da Luxúria

Lilith - O Pecado da Luxúria

Luxúria. Um nome, incontáveis pecados…

Mãos que deslizam, pele suada, abraço arretado, beijos eternos. Saliva, línguas, pernas entrelaçadas, costas nuas, pescoço marcado, mordidas de leve, toques ariscos, pés que se encontram.

De quatro, de costas, de lado, como Deus manda e como o Diabo gosta. Animal, sensual, tântrico, virtual. No olhar, e ás vezes no telefone. Mas sobretudo, na imaginação.

Desejo, tesão, orgasmo, êxtase, glória. Abraço tranquilo, exaustão, carinho.

E no entanto, a luxúria não se restringe ao sexo. Ela vive nos lençóis de seda, no colchão profundo, no suéter macio.

Escorre no chuveiro, acariciando a pele nua com volúpia; acarinhando os cabelos cheios de espuma, percorrendo caminhos indecentes com o sabonete.

A luxúria adora se enredar nos cabelos: soltos ao vento, desgrenhados na cama, molhados da chuva. Ah, banho de chuva… transgressão de criança que alimenta a luxúria da alma.

A luxúria toma café da manhã na cama, com croissants recheados, pão quente recém saído do forno, café recém passado e ovos fritos. E suco de laranja, de maracujá, de manga… luxuriosas frutas da paixão.

E janta comida bem feita e abundante, regada à vinho, cerveja ou champanhe… E se deleita na sobremesa: chocolate, morangos com chantilly, cremes doces dignos dos deuses no Olimpo.

E come sorvete à qualquer hora, em qualquer dia do ano: com calda, com merengue, com pedaços de chocolate e frutas… Com uísque. Se você nunca provou sorvete regado com um bom uísque, por favor, não esqueça de apresentar essa delícia ao seu departamento de luxúria culinária.

A luxúria dança tango, flamenco e gafieira; lhe serve qualquer estilo que se dance bem de perto, coxas entrelaçadas, olho no olho. Sinuosamente.

Ela canta a plenos pulmões, qualquer canção que lhe cause prazer. Mexendo as cadeiras, erguendo os braços, varrendo o chão. A luxúria é puro prazer e só sabe de si mesma.

A luxúria se espreguiça no silêncio, nas bençãos de um momento em paz, na quietude depois da festa. E brinca como criança, rindo a não mais poder, sentada no chão e com as mãos suja de terra. Ela estende os olhos pelas paisagens belas, ouvindo o barulho do vento nas folhas, e dorme embalada pelo barulho das ondas.

Luxúria é o pecado de ser livre, de apreciar cada momento com toda a força da alma, de desfrutar a vida em plenitude, de saber que cada segundo é único. De não ter vergonha de ser feliz, nem de ser de verdade.

A luxúria é o pecado de viver o hoje, o agora, sem desperdiçar tempo. A luxúria é o pecado mais autêntico de todos.

Divagantes Anti-feminismos Primaveris

Divagantes Anti-feminismos Primaveris

A chegada da Primavera é a maior motivação que existe para se vestir decentemente. No inverno, você pode vestir qualquer coisa (e Deus sabe que você o faz) por baixo da dupla blusão/calça, e ninguém fica sabendo. A Primavera derruba todos os tapumes.

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E por falar em tapumes, está aberta à temporada de depilação. Diária.

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E lá vamos nós, revirar o guarda-roupa em busca de pilchas mais adequadas à nova estação. É hora de fazer “aquela arrumação” – que vai durar dois dias – reorganizar as prioridades das pilhas, concluir que não temos cabides suficientes… E descobrir quanto peso ganhamos ou perdemos nos meses frios, quando ninguém lembra que vai querer usar decote e saia curta de novo.

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Cozinhar não faz sentido algum se não for destinado a outrem. Ainda menos nesta época.

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Mafalda
Sem dúvida, a primavera é a coisa mais publicitária que a vida tem.

Se supõe que a Primavera é época de acasalamento. Deve ser por isso que a gente inventa de cortar, alisar, encrespar e tingir o cabelo em Outubro, todos os anos.

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E tem o drama dos sapatos. Você sai de botas de manhã, e ao meio dia está com os pés cozidos. Ou inventa de usar sandálias, porque o dia está bonito, e anda desfilando pés azuis às 6 da tarde. Sapatilhas ou mocassins são ideais para esta época, mas os do ano passado estão tão surrados que dá vergonha… E lá vamos nós de compras. Só pra ficar babando por todos os modelos incompráveis e/ou absolutamente impossíveis de usar, havidos e por haver.

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A febre de renovação primaveril acomete com fúria; os casos mais graves (entre os quais me incluo) são acometidos de uma síndrome misteriosa – a limpeza de primavera. A crise pode durar um dia ou até duas semanas.

Aos homens, meu conselho: se você chegar em casa e sua mulher/namorada/parceira estiver com o cabelo amarrado e despenteado, rodeada de pilhas de papéis e fotos antigas, com a vassoura ao alcance da mão, dê meia-volta imediatamente e saia correndo – de preferência, sem ser percebido. Caso contrário, em menos de 5 minutos estará arrastando móveis pela casa.

Se por acaso um belo dia (digamos, sábado, domingo ou feriado) Setembro e final de Outubro vocês acordarem, e ela virar pra você com um belo sorriso no rosto, dizendo: “Amorzinho, eu estava pensando em (insira aqui qualquer coisa relacionada à limpeza ou arrumação) hoje…” Você está ferrado, meu caro, sem esperança de salvação.

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Então, já chegou a Primavera, com suas belezas e suas neuroses. Viva a Primavera!

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O fim do ano vem aí… Está espreitando no dobrar da esquina… E vai saltar sobre nós no momento menos esperado. Quando a gente perceber, já era. Já pensou nisso? É bom pensar.

A Duração do Tempo – Quando Você É Criança – Férias, Picolés, Micuins e Rosetas

A Duração do Tempo - Quando Você É Criança - Férias, Picolés, Micuins e Rosetas

Gente, eu acordei hoje e era segunda-feira. Alguém mais perdeu a semana passada também?

Pra piorar, acordei hoje e o calendário diz que é dia 1 de Outubro!? Alguém mais tá com uns meses anteriores faltando?

Realmente, o tempo é uma coisa relativa. E não é só aquela coisa de que “a duração de um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está”. A duração de um minuto, uma semana, um ano, depende de que idade você tem.

Quando somos crianças, o tempo é uma coisa meio inexistente. O ano se divide em duas partes: ano letivo, e férias. E as duas partes são longas, quase infindáveis. O tempo anda num passo agradável, compassado, “velocidade de cruzeiro”.

Quando você vai ao colégio, as aulas é que marcam o tempo; tudo é harmonioso. A aula e o recreio se sucedem, no tempo certo. Chega sexta-feira, e você é feliz porque “amanhã não tem aula”. Ou de repente tem; eu cheguei a ter aula aos sábados, mas as aulas de sábado eram uma coisa legal, eram diferentes das aulas dos outros dias. Porque? Porque era sábado, oras!

Quando você vai ao colégio, você nunca chega na sexta-feira se perguntando “o quê diabos aconteceu com a semana?” e pensando em que não conseguiu fazer tudo o que queria ou devia. O tempo e você mantêm uma relação de cooperação, natural e fluída como um rio.

Nas férias, você é livre. Três meses são uma longa eternidade de puro prazer. Você tem TRÊS MESES para vagabundear, dormir até mais tarde, brincar, assistir televisão até que seu cérebro saia pelas orelhas. E nessa época, três meses equivalem à mais ou menos um ano de adulto.

Algumas da minhas lembranças mais felizes são desses verões eternos. Estar sentada na porta de casa de short e blusinha, esperando ouvir a corneta do vendedor de picolés. O homem vem, empurrando o carrinho, aí você sai correndo, aquela delícia de escolher o sabor – que dilema cruel – e depois sentar na varanda de novo, tentando não se lambuzar muito, e devorar o picolé antes que ele derreta. Quando você é criança, a felicidade é tão simples quanto um picolé que custa uns centavos.

Ou então, passar a tarde na piscina (de plástico mesmo). Minha mãe costumava nos trazer gelatina com merengue para comer na piscina mesmo, e era uma festa. Sinto saudade disso até hoje. E não adianta fazer a bendita gelatina com merengue; não é a mesma coisa. Nada é a mesma coisa.

A Duração do Tempo - Quando Você É Criança - Férias, Picolés, Micuins e RosetasE brincar de guerrilha, então? Ás vezes o capim (não era grama, era capim mesmo o que havia no pátio de casa) crescia bastante; então podíamos “brincar de guerrilha”. A brincadeira consistia simplesmente em se arrastar, de barriga no chão, no meio do capim (quando estava alto o suficiente para nos ocultar), evitando que o outro nos visse. Essa bobagem era uma das coisas mais divertidas que fazíamos.

Nos arrastávamos no capim até que a gente não aguentava mais a coceira provocada pelos “micuins” (Alguém sabe o que é isso? O nome na realidade é de um tipo de carrapato, mas quando eu era criança usávamos esse nome para uma outra coisa misteriosa que existe no capim e causa coceira). Aí a coisa ficava feia, porque todo mundo queria entrar no banho primeiro; quem ficava em segundo ou por último já começava a choramingar, prevendo o sofrimento até poder entrar na água.

Que eu lembre, duas das piores coisas da infância eram essas: a coceira dos micuins, e as rosetas. Detesto com toda minha alma, até hoje, cravar rosetas nos pés.

E como o tempo hoje não é o mesmo de quando eu era criança, este post continua no próximo episódio, neste mesmo bat-canal, neste mesmo bat-horário. 😛

O Cansaço Faz Parte do Trabalho de Ser Mulher – Mas Que M…

cansaço

Mulher é um bicho que está sempre cansado. É a nossa sina; até as dondocas “socialaites” cheias da grana e que não fazem nada que não seja fútil, estão sempre cansadas.

Eu, pelo menos, não conheço nem nunca conheci, nem sequer de ouvir dizer, uma mulher que não estivesse cansada. E a mulher que eu conheço melhor que todas, euzinha, myself, está sempre, sempre, always cansada. E sem coca-cola.

É sério: o cansaço é tanto e tão permanente, que já me acostumei com ele; é como se fosse o meu estado natural. Você nunca me ouve dizer “Estou cansada”. Eu nem pensaria em dizer semelhante obviedade; seria como anunciar: “Estou respirando”.

Bom, às vezes eu digo coisas como “Estou cansada das frescuras da Fulana”, mas você entende; é um cansaço metafórico, né. O cansaço físico e mental não precisa ser anunciado porque ele está sempre lá.

E eu não sou a única.

Porquê estamos empre cansadas?

Por causa daquele maldito personagem mítico-mitológico-inexistente: a super-mulher. A super-mulher poderia ser personagem principal de outro Continho de Fadas Cretinas. Porque a super-mulher só pode ter sido invenção de uma fada muito, mas muito cretina.

Compare a super-mulher com sua contraparte masculina, o Super Homem. Ele tem dois trabalhos: salvar donzelas em perigo, e ser repórter do Planeta Diário. Mas ninguém fica bravo quando ele abandona de chofre, sem explicação alguma, o trabalho de repórter e vai salvar mundo. Ninguém faz acusações como “você não me ama mais”, “sua mesa não está limpa” ou “você é um mau pai”.

Por acaso o Super Homem se sente culpado por largar tudo para se dedicar ao trabalho que ele considera mais importante? Nããããão, claro que não. Porventura ele tenta fazer tudo ao mesmo tempo, e fica fazendo serão no Planeta Diário, para cobrir as horas que esteve fora? Não senhor.

Já a super-mulher é muito diferente. Ela não tem dois trabalhos: tem cinquenta e dois mil quinhentos e vinte e três, mais ou menos. Se for mãe, setecentos mil trezentos e oitenta e nove. E ela tem a obrigação de cumprir todos eles a contento – a contento dos demais, claro. Chefe, colega, namorado, marido, filhos, mãe, pai, avó, tio-avô; todos eles exigem que ela cumpra o trabalho de forma a deixá-los satisfeitos, cada um pelo seu lado.

E ela tenta. E se esfalfa, e se escabela, e se rasga em tiras, na eterna tentativa de agradar à todos, cumprir todos os compromissos, entregar tudo no prazo, resolver todos os problemas, ser tudo pra todo mundo o tempo todo.

Parece impossível? É absurdamente impossível. Mas a super-mulher é teimosa, cabeçuda. Ela não desiste nunca, e sonha com um dia de 30 horas, em vez de sonhar com os anjos, ou ter sonhos eróticos. Aliás, ela não dorme: ela desmaia, aterrisa, cai num blackout.

A super-mulher não sabe dizer não. Mais um projeto? Eu cuido disso. Bolinho pra reunião na escola? Eu faço. Jantar pro chefe do marido? Eu cozinho. Casa suja? Eu limpo. Roupa suja? Eu lavo. Tia doente? Eu cuido. Problema com o professor? Eu resolvo. Briga com o namorado? Eu escuto, apóio, dou força. Reunião de condomínio? Eu vou. Festa de aniversário? Eu planejo e preparo. Visitas? Eu atendo. Seja lá o que for que precisar, eu dou um jeito.

Como é que um ser humano não vai estar sempre cansado, desse jeito? Agora, ironia das ironias, uma coisa para a qual a super-mulher nunca arranja tempo é o sexo. Primeiro, porque todas as outras exigências/tarefas são mais importantes; segundo, porque geralmente a mulher não sente tesão quando está cansada.

É aquela coisa: o homem transa pra relaxar, a mulher precisa estar relaxada para transar. Nhé.

A culpa

A super-mulher tenta ser esse ser mitológico e todo-poderoso, mas não consegue. Não consegue porque é impossível; é uma meta simplesmente irrealizável. Para piorar as coisas, em vez de perceber que está perseguindo um objetivo inalcançável, ela se sente culpada por aquilo que considera uma falha sua: a impossibilidade de ser e fazer tudo para todo mundo o tempo todo.

Se está trabalhando, se sente culpada por não estar em casa, com a família, limpando, cozinhando e sendo mãe/esposa/amiga. Se está em casa, com os amigos ou com a família, sente culpa por não estar trabalhando, estudando, explorando seu potencial.

Ela é tão exagerada, que sente culpa por sentir culpa!

Vamos Parar?

Para se livrar da síndrome da super-mulher, parar de sentir uma mártir e deixar de estar cansada o tempo todo, nós temos que:

  • Aprender a dizer não. Não é saudável dizer sim o tempo todo, só por medo de desagradar o interlocutor.
  • Delegar. Não é necessário que todas as tarefas possíveis e existentes sejam cumpridas por nós.
  • Aprender a exigir nosso espaço e nosso tempo. O mundo não vai acabar se colocarmos as pernas para o ar por 15 minutos.
  • Aceitar o fato de que não podemos fazer tudo, nem nunca poderemos. Somos apenas humanas.
  • Reconhecer que precisamos descansar, comer, espairecer.
  • Prestar atenção às necessidades do próprio corpo.
  • Aprender a distinguir entre o que realmente é imprescindível que façamos, e o que não é realmente necessário.
  • Escolher o que queremos fazer.
  • Cuidar um pouco de nso mesmas, para variar.
  • Lutar contra a culpa. Fazemos o melhor que podemos, e isso é suficiente!

Essas são apenas algumas idéias; algumas condutas mais saudáveis do que brincar de super-mulher. É difícil, eu sei; quem não sofrer dessa síndrome que atire a primeira kriptonita!

Mas temos que tentar. Eu, por exemplo, estou cansada de estar cansada.

E você?